Experiência docente em saúde indígena: reflexões e movimentos

Elenita Sureke Abilio, Maria José Alves Cordeiro, Conrado Neves Sathler, Catia Paranhos Martins

Resumo


Objetivo: A experiência docente é apresentada neste artigo através da descrição da trajetória de formação de profissionais de saúde em um programa de Residência Multiprofissional em Saúde (RMS), que se caracteriza pelo ensino em serviço, na modalidade especialização lato sensu, orientada pelos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). O RMS do Hospital Universitário da Grande Dourados - Mato Grosso do Sul - atua na saúde indígena, considerando as características regionais. A cidade de Dourados tem a segunda maior população indígena do Brasil. Durante a formação, os alunos (trabalhadores de saúde) são capacitados para conhecer a diversidade e a complexidade do contexto social, histórico e cultural dos povos indígenas.

Método: Pesquisa qualitativa de revisão narrativa que busca refletir sobre a prática docente e a formação de trabalhadores em saúde indígena. Resultados: A RMS é identificada como um lugar privilegiado para expandir a compreensão da saúde e da doença dos povos indígenas. Há muitos desafios, por exemplo, implementar e fortalecer as políticas públicas, avançar nas ações em rede e intervir em aspectos sociais.

Conclusões: Podemos perceber riquezas como o trabalho pautado nos princípios e diretrizes do SUS; a clínica ampliada; os vínculos entre trabalhadores de saúde e as comunidades indígenas; o acolhimento dos profissionais nos diversos espaços onde os residentes atuam. A rede de saúde é também rede de vínculos, de produção de vida. Construímos uma formação em saúde que mobiliza os estudantes e docentes para ações além das prescrições no currículo.


Palavras-chave


Saúde de populações indígenas, Educação em saúde, Psicologia.

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IJHE é uma Publicação do Programa de Pós-Graduação Ensino em Saúde na Amazônia, Belém, Pará, Brasil